PMSG: Prêmio da Música da Serra Gaúcha anuncia vencedores

Foto: Bruno Kriger
Os vencedores do Prêmio da Música da Serra Gaúcha foram anunciados na noite desta quinta-feira, 21 de julho, em evento no UCS Teatro, que reuniu as bandas indicadas e o público em geral.

A premiação foi embalada por apresentações musicais de um indicado de cada categoria contemplada, definido mediante sorteio prévio. Passaram pelo palco MARCOS DE ROS, GUTO AGOSTINI, ERREAP, Dr. HANK, RODRIGO MORALES e KEEP THEM BLIND. Os mestres de cerimônia foram a jornalista e apresentadora MARISOL SANTOS e o músico RAFAEL GUBERT.

Para RICARDO TONET DINI, diretor do Prêmio da Música da Serra Gaúcha, muitos foram os objetivos conquistados com a realização, como a integração regional entre bandas da Serra Gaúcha e entre gêneros e estilos. A projeção de público também foi alcançada, com diversificação. 
“Além de espectadores da área da música, como empresários e produtores culturais, havia diferentes gerações, com pais, filhos, netos, avós. Os netos foram beneficiados por conhecerem mais sobre a música regional, e os pais e avós por poderem apreciar estilos como rap e rock”, ilustra.
O diretor artístico LEANDRO DAROS afirma que todas as expectativas do projeto foram alcançadas, tanto em número de inscrições, quanto na qualidade dos trabalhos e na variedade de gêneros musicais: 
“O resultado comprova que a Serra Gaúcha comporta e merece um evento neste formato”, acredita. Para Daros, o Prêmio da Música da Serra Gaúcha agrega valor e concede visibilidade a álbuns e artistas, colaborando para a criação de uma cultura de consumo e circulação da música produzida na região. “Ainda é possibilitado o diálogo, ao reunir em uma mesma realização artistas de gêneros tão diversos, bem como uma sinergia que permite o estabelecimento de várias parcerias”, acrescenta.
Os idealizadores buscam dar continuidade ao projeto com edições anuais. A previsão é de que o próximo evento de premiação seja realizado no dia 27 de julho de 2017. Confira a seguir os álbuns ganhadores do Prêmio por categoria e saiba mais sobre os artistas premiados.

Vencedores nas categorias principais:

Álbum música regional: Das Vezes que Pensei Escrito (Fábio Soares)
Natural de Caxias do Sul, Fábio Soares tem mais de 17 anos de carreira, com uma música que exalta os valores regionais do Rio Grande do Sul, enquadrando temas de campo e de reflexão. Frequentador de CTG’s desde a infância, revive histórias de antepassados e conta as suas por meio da arte musical. Além de Fábio Soares na voz, viola de 10 cordas, violões corda de aço e contrabaixo, participaram da banda Uiliam Michelon (acordeon cromático), Vagner Oliveira (violões/cavaquinho), Rafael de Boni (contrabaixo), Edemur Pereira (percussões), Fábio Chagas (violoncelo) e Lucas Soares e Patrícia Vianna (vocais). O álbum foi produzido por Fábio Soares e Joel Vianna.

Álbum rock: Cellophane (Mindgarden)
A Mindgarden, de Caxias do Sul, foi formada em 2009, por meio da reunião de amigos. A banda sentiu a necessidade de inserir vozes ao trabalho, que era inicialmente instrumental, nas proximidades da gravação do primeiro EP, intitulado mindgarden, em 2012. Seguiu participando de festivais, fazendo shows e trabalhando em novas composições, com o lançamento do segundo álbum,Cellophane, em novembro de 2015, produzido por Carlos Balbinot. Formam a Mindgarden Marcelo Moojen (guitarra/voz), Luis Fernando Alles (guitarra/voz de apoio), Mairo Ramos (contrabaixo) e Mateus Mussatto (bateria).
Álbum pop: Voa (Dr. Hank)
A Dr. Hank foi criada em 2011, em Porto Alegre. Logo partiu para a Serra Gaúcha, em Canela, onde se firmou como um expoente da nova cena independente. Seu estilo mescla composições em inglês e português, passeia entre rap e reggae e mistura hardcore e indie pop com pitadas brasileiras de tecnobrega e samba. Seu primeiro álbum, intitulado Voa, foi lançado em 2013 e, em 2015, lançou um EP com três novas músicas, o HANKERHOUSELIVESESSIONS. Neste ano trabalha no lançamento de novos singles e tours. Formam a Dr. Hank Renan Queiroz (voz e violão), Rodrigo Zimmer (guitarra), Laerte Ortega (bateria), Ryan Muterle (baixo) e Manoel Andrade (teclados). O álbum Voa também contou com a participação de DJ Anderson, Erique Hanel (sax), Roger Coicev (trompete) e Sandro Silveira (vocal). A produção musical é de Lucas Dias e Manoel Guimarães Andrade.
Álbum rap: Eu Assino (JL)
Músico e rapper caxiense, JL tem quatro CDs lançados e diversos videoclipes produzidos, como Eu Vim Até Aqui, que estreou em 2013 na MTV. Já se apresentou em festivais de diversas cidades brasileiras e venceu o prêmio Lança de Ouro 2013 como melhor álbum de rap do Rio Grande do Sul. Eu Assino foi produzido por Cyber, Victor, Laudz, Onlyjay e Dario.





Álbum MPB: Muito Além da Paz (Dan Ferretti)
Dan Ferreti, de Caxias do Sul, que celebra 23 anos de carreira, envolveu-se cedo com a música e toca em todo o Rio Grande do Sul. Suingue, interpretação sincera e identidade musical são marcas do trabalho realizado. Seu primeiro CD de composições inéditas, Tempo e as Cores, foi lançado em 2008. Muito Além da Paz é sua segunda obra, lançada em 2014. O CD conta com a participação de Lazaro Nascimento (arranjos, violão, cavaquinho, guitarra e guitajon), Vaney Bertotto (bateria), Ismael Conceição (baixo), Leo Ferrarini (teclado), Malcoln Robert (teclado), Juliano Moreira (violão), Nino Henz (baixo acústico), Luizinho Corrêa (acordeom), Texo Cabral (flauta e harmônica), Jorginho do Trompete (trompete), Nyllo Canela e Marcelinho Silva (percussão) e Arismar do Espírito Santo (guitarra - participação especial). A produção musical é de Lazaro Nascimento.
Álbum instrumental: Magabarat (Magabarat)
Criada em 2008, a Magabarat, de Caxias do Sul, surgiu com a proposta de flertar com estilos como funk, soul, jazz, chamamé, salsa, baião, reggae, milonga e tango, que dão graça a um som progressivo, quase psicodélico, repleto de samples eletrônicos e etnicidade. Mantém a busca de novas referências a fim de criar um som instrumental autêntico e contemporâneo. Participou de diversos festivais da cena independente do Rio Grande do Sul, como o Manifestasol, o Festival Brasileiro de Música de Rua, a Mostra Música Daqui, o Grito Rock, Morrostock e Pira Rural. A formação da banda conta com Guilherme Santin (teclados, sintetizadores e programações), Guido Bracagioli (contrabaixo e flauta transversal) e Felipe Girotto (bateria e percussão). A produção musical do álbum foi de Luciano Balen.

Vencedores nas categorias complementares (Fotos: Bruno Kriger):

Álbum do ano: Cellophane (Mindgarden)

Cellophane é o segundo álbum da banda caxiense Mindgarden, lançado em 2015 e produzido por Carlos Balbinot. A banda formada em 2009 teve como primeiro lançamento o EP intituladomindgarden, em 2012. Formam a Mindgarden Marcelo Moojen (guitarra/voz), Luis Fernando Alles (guitarra/voz de apoio), Mairo Ramos (contrabaixo) e Mateus Mussatto (bateria).



Instrumentista: Thiago Caurio

Thiago Caurio é baterista da Keep Them Blind, formada em 2013 em Caxias do Sul. Ele também produziu o álbum All Quiet, All Dead, no qual a banda trabalhou entre 2013 e 2015, com uma sonoridade que transita por vários elementos da música. Além de Caurio, formam a Keep Them Blind Alex Bleggi Jr (vocal), Maicon Dorigatti (guitarras) e Benhur Lima (baixo e vocal).



Vocalista/intérprete: Beto Vianna

Beto Araújo Vianna é vocalista da caxiense Underload, banda que levanta a bandeira do rock dos anos 70. Entretanto, não produz uma música datada e rígida, mas sim com uma roupagem atual aliada ao clássico do gênero. Com essa proposta a banda lançou o álbum Underload, em 2014, produzido por Mauro Caldart. Além de Vianna, formam a banda Sasha Zavistanovicz (guitarras/violão), Joce Cristóvão (contrabaixo) e Maurício Gomes (bateria/percussão).
Produtor musical: Lazaro Nascimento, pelo álbum Meus Recuerdos, do Grupo Canteriando

O álbum Meus Recuerdos, do Grupo Canteriando, que conta com a produção de Lazaro Nascimento, é o novo trabalho autoral do grupo de Caxias do Sul, com canções próprias e uma musicalidade que prioriza os arranjos vocais. O Grupo Canteriando teve início em 2007, e em 2010 lançou o primeiro CD, intitulado Canteriando para Viver. A formação atual conta com André Encarnação (voz), Joni Boeira (voz e violão), Adolfo Kaiser Neto (voz e violão) e Adelar Palavro (voz e baixo). Foram músicos de apoio Lazaro Nascimento (violões), Luciano Vidor (acordeom), Natália Boeira (flauta transversal) e Marcelo Polezze da Silva (percussão).
Projeto gráfico: Juliano Bonamigo e Rafael de Assis, pelo álbum Flor Lilás (Velho Hippie)

O projeto gráfico do CD Flor Lilás, lançado em 2013 pela banda Velho Hippie, tem autoria de Juliano Bonamigo e Rafael de Assis. A banda nasceu em 2009, em Caxias do Sul, e evoca no repertório a nostalgia dos anos 1960 aliada às constantes transformações do mundo atual. Lançou o álbum Caminhando nas Nuvens em 2009, e para este ano prepara o terceiro trabalho. O CD Flor Lilásfoi produzido por Vinícius Lazzari e contou a formação composta por Vinícius Lazzari (guitarra, violão e vocais), Tiago Frank (baixo e vocais), Felipe Balen (piano, teclados e harmônica), Guilherme Rosset (percussão) e Eduardo Binda (bateria), uma banda de apoio formada por Roberto Scopel (trompete e flugelhorn), Luiz Carlos Zeni Júnior (saxofones e flauta transversal) e Paulo Ferreira (trombone), e as participações de Fábio Menegat (vocais em Velho Amigo) e Nicolas Finkler (bateria em Jaz(z)). A banda é atualmente formada por Alexandre Alles (teclado), Felipe Giroto (bateria), Guilherme Rosset (percussão), Tiago Frank (baixo e vocal) e Vinícius Lazzari (guitarra e vocal).
Artista/banda revelação de 2015: Keep Them Blind

Formada em 2013 em Caxias do Sul, a Keep Them Blind trabalhou entre 2013 e 2015 no álbum All Quiet, All Dead, produzido por Thiago Caurio, com uma sonoridade visceral e moderna que transita por vários elementos da música. Desenvolve fortes argumentos no contexto das letras, e procura aproximar-se do homem que busca a sua individualidade, mas é pressionado por um padrão comportamental da sociedade. A Keep Them Blind é formada por Alex Bleggi Jr (vocal), Maicon Dorigatti (guitarras), Thiago Caurio (bateria) e Benhur Lima (baixo e vocal).
Homenageado do ano: Irmãos Bertussi

Quem recebeu o destaque foi Adelar Bertussi, representando a dupla formada com o irmão Honeyde, falecido em 1996. O acordeonista fez um discurso que emocionou a plateia lembrando-se de sua família e trajetória, na qual enumerou os seis mil bailes em que tocou, seus mais de 68 anos de carreira e os 83 anos de vida, além de presentear o público cantando um trecho de um de seus sucessos. Intitulada Irmãos Bertussi em 1949, a dupla é pioneira da música tradicionalista gaúcha. Naturais de São Francisco de Paula, se evidenciavam pelo conhecimento musical e inovação. Os irmãos uniam teoria musical ao folclore e aos gêneros regionais com técnica apurada, tornando-se responsáveis por infundir uma escola musical de baile com sons alegres e apropriados para a dança. Juntos, os parceiros revolucionaram a música tradicionalista ao utilizar dois acordeons em lugar do par violão-acordeom. A dupla também foi responsável por incorporar a bateria na música gaúcha, o que proporcionou potência sonora a eventos cada vez maiores, driblando a ausência de equipamentos de som nos anos 50. Eles ainda gravaram temas eruditos no acordeom para o mercado nacional. A música dos Irmãos Bertussi marcou o Rio Grande do Sul e alcançou todo o Brasil, e ainda hoje é referência para artistas e embala gerações.
Le Daros, diretor artístico do Prêmio da Música da Serra Gaúcha, ressalta a importância da homenagem anual, que oportuniza que as novas gerações tenham mais contato com personalidades da música que exerceram papeis marcantes durante suas trajetórias artísticas.
Prêmio

O Prêmio da Música da Serra Gaúcha foi criado para reconhecer e destacar os trabalhos fonográficos produzidos por artistas da Serra Gaúcha entre 2013 e 2015, além de promover a integração regional. O projeto teve 49 trabalhos fonográficos inscritos, e 24 deles estavam entre os indicados para os troféus nas categorias principais.

O evento tem financiamento do Financiarte e consiste em uma iniciativa composta pelo jornalista e músico Ricardo Tonet Dini, diretor do projeto, e o produtor musical Leandro Daros, diretor artístico, com produção cultural de Caliandra Troian. A realização é de Musicaxias Produções. Saiba mais no site http://www.pmsgoficial.com.br/ e na fan page www.facebook.com/pmsgoficial.